Testou a paciência alheia hoje, não foi mesmo dona Dilma? Dilma discursa na ONU!

Ouví o seu discurso de hoje na Assembléia Geral da ONU, dona Dilma. E a senhora falou bastante e com altivez, apesar de ter-se enrolado em algumas palavras difíceis como Quênia (não ‘cuênia’ como a senhora pronunciou) ou ‘masnisfestantes’… Sorte que a senhora falou em português, aí poucos notaram… Na platéia, houve quem limpasse o ouvido, coçasse o nariz, ou até enviasse textos, aparentemente sem muito interêsse pela sua fala… Perda deles, certo?

Mas a senhora estava mesmo cheia de razão! Pedindo ao mundo que não deixasse que espionagens acontecessem ao mesmo tempo em que dizia que nós sabemos nos defender… Me pareceu um pouco contraditório… O que foi que eu não entendi? Se sabemos nos defender, porque temer a bisbilhotagem alheia e reclamar na ONU? No mundo real, quero dizer, na iniciativa privada – aquela que carrega o mundo nominal (o setor público) nas costas – quando existe um caso de bisbilhotagem, o bisbilhotado normalmente apura o que aconteceu em silêncio e aprende com o ocorrido para evitar bisbilhotagens futuras. Não se sai por aí lamentado-se deste mundo cruel e bisbilhoteiro… Ao contrário, lamentar-se é admitir despreparo e incompetência num jogo em que a bisbilhotisse sempre aconteceu (vide ‘os olhos e ouvidos do rei’ desde os tempos de Hamurabi há quase dois mil anos antes de Cristo, ou até mesmo quando Herodes seguiu os Reis Magos). Sempre houve, dona Dilma, e sempre haverá. Até a troca de bisbilhoteiros de tempo em tempo é considerada normal entre os que entendem as regras do jogo. E nas embaixadas, como se explicam as adidâncias (comerciais e militares) senão instrumentos de inteligência? É mais normal do que parece, não é mesmo, dona Dilma? E eu não estou defendendo a sua existencia ou não, mas o fato é que sempre existiu, existe, e sempre existirá. Na verdade, dona Dilma, este problema para a senhora caiu do céu. Quantos frutos políticos a tirar do povo despreparado e ignorante? Afinal, como diz o ditado popular, ‘o que é obvio para o povo está obviamente errado’…

O seu discurso, como sempre, foi mais ideológico que pragmático (é isso aí, Marco Aurélio!). Com certeza, êle vai garantir um telefonema congratulatório do Raul, da Cristina, do Evo, do Mujica, do Rafael e de toda a sua ‘rapeize’… Mas, êle não vai resolver o prejuízo da nossa petrolífera que já queimou mais de 30% do que levantou no IPO, ou do nosso setor sucro-alcooleiro que agoniza com a sua política populista e demite a rôdo com a quebra de destilarias, ou melhorar a nossa competividade industrial engessada pela altíssima carga tributária, ou mehorar a nossa balança comercial. Sorte sua, dona Dilma, que estes discursos se esquecem rápidamente. Ninguém vai, portanto, lembrar que nós já dissemos neste fôro que iríamos suprir o mundo com o álcool renovável… Já não mais…? Que vergonha!

É, dona Dilma, aproveite este seu momento de glória por que o glamor do discurso passa rápido, mas os nossos problemas que a sua política populista criou, estes sim, permanecerão. Por muito tempo…

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One thought on “Testou a paciência alheia hoje, não foi mesmo dona Dilma? Dilma discursa na ONU!

  1. Rodrigo Rego says:

    Sergio,

    Concordo plenamente com o seu discurso. Infelizmente com este governo uma coisa puxa a outra e se formos levantar todos os podres, vai feder muito. Você mencionou o caso da Petrobrás, este governo entregou de bandeja a parte da Petrobrás na Bolívia sem falar nada (um absurdo!). Eles estão conseguindo estragar nosso país!

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